Design e Inovação para os Sectores Tradicionais da Indústria Portuguesa › 48190

código no paco
48190
área científica
Design
créditos ects
6
escolaridade
ensino teórico-prático (TP) - 2 horas/semana
ensino prático e laboratorial (PL) - 2 horas/semana
idioma(s) de lecionação
Português
objectivos

1. espírito de grupo, atitude participativa e organização colectiva de esforços dos discentes, com vista à estratégia da investigação;
2. relação dos sectores tradicionais da indústria portuguesa com os territórios, sobretudo na região centro e norte;
3. estimular a criatividade dos investigadores para a produção de riqueza e de novos factores de competitividade das indústrias, gerando novas necessidades ao mercado.

Exemplos de sectores tradicionais da indústria:
1 indústria cerâmica (revestimentos, louça em faiança, porcelana e grés);
2 indústria metalomecânica (mobiliário metálico, equipamento urbano);
3 indústria de moldes (ferramentas e injeção em plástico);
4 indústria agropecuária/pescas (criação e exploração de bivalves, conservas, enchidos);
5 indústria de vestuário (lanifícios, calçado, chapelaria);
6 indústria do turismo (cultura, gastronomia);
7 indústria gráfica (impressão de papel, embalagens);
8 outras indústrias tradicionais (papel, tanoaria, cordoaria, latoaria)

competências

Atendendo a que a UC tem como principal objectivo a aproximação científica dos investigadores ao tecido produtivo regional (fomentando o trabalho organizado em grupo, a criatividade fundada na requalificação do produto industrial e a
criação de novos factores de competitividade industrial para a criação de riqueza), e que os seus conteúdos se centram no reconhecimento panorâmico da investigação em design (estruturada entre inovação social, tecnológica e poética), entende-se que os conteúdos da UC constituem o meio instrumental para pensar os seus objetivos; isto é, são o meio
para pensar o tecido produtivo. A coerência entre ambos é pois de natureza operativa. É ao pensar o Design enquanto desenho de produtos, comunicação de narrativas e antecipação de modelos de vida, que o designer encontrará suporte para abordar a industria.

conteúdos

Os conteúdos programáticos da UC convergem na observação da indústria tradicional pelo Design, sob as perspectivas tecnológica, social, ambiental e económica, mas orientada para a descoberta de oportunidades à intervenção e requalificação. Com base em exercício práticos de projeto, a UC deverá considerar sempre abordagens holísticas de resposta, integrando o design de produto, de comunicação e de serviços, equacionados nas variáveis social (ecodesign), tecnológica (bio-design) e cultural (meta-design).
Os contributos científicos de autores como Ezio Manzini (inovação social), Di Bártolo (inovação tecnológica) e Andrea Branzi (inovação poética) deverão suscitar a complexa ponderação da totalidade, a que se obriga o Design, ainda que orientado ao desenho de artefactos, dispositivos e serviços de mediação cultural que constitui a especificidade da sua diferença.

avaliação

Os projetos serão desenvolvidos pelas equipas e apreciados em sessão de avaliação conjunta, por docentes e convidados externos (empresários ou outros técnicos envolvidos na produção de bens transacionáveis).
A avaliação numa escala de 0 a 20 valores, incidirá no projeto final e, avaliará todos os colaboradores do projeto com igual classificação.
A avaliação (atribuída pelo conselho docente do PDD) em regime contínuo prevê a participação e assiduidade dos discentes de cada grupo.

requisitos

N/a

metodologia

De natureza laboratorial teórico-prática, esta UC apresenta-se em 3 fases:
1. Prospectiva. Lançamento do exercício à turma para que, individualmente, proponham projetos de requalificação industrial, a partir da sua experiência territorial;
2. Seletiva. Apresentação e análise dos projetos individuais para seleção de 3 a 4 projetos agregadores. A seleção crítica dos projetos partirá dos discentes;
3. Conclusiva. Desenvolvimento dos projetos colectivos e estruturados pela divisão do trabalho dos participantes.

Os projetos serão desenvolvidos pelas equipas e apreciados em sessão de avaliação conjunta, por docentes e convidados externos (empresários ou outros técnicos envolvidos na produção de bens transacionáveis).
A avaliação numa escala de 0 a 20 valores, incidirá no projeto final e, avaliará todos os colaboradores do projeto com igual classificação.
A avaliação (atribuída pelo conselho docente do PDD) em regime contínuo prevê a participação e assiduidade dos discentes de cada grupo.

bibliografia recomendada

BARTOLO, Carmelo di (1997). Ripensare il design. Milão, ed. Tecniche Nuove.
BELL, Daniel (1999). The coming of Post-Industrial Society. New York, ed. Basic Books.
BEST, Kathryn, (2010). Gestão de Design. Lisboa, ed. Dom Quixote.
BONSIEPE, Gui (2011). Design, Cultura e Sociedade. São Paulo, ed. Blucher.
BRANZI, Andrea (2014). Andrea Branzi (Designer, Architecte, Theoricien). Paris, ed. Gallimard.
BÜRDEK, Bernhard (2006). Design. História, teoria e prática do design de produtos. São Paulo, ed. Edgard Blu¨cher.
LAUREL, Brenda (2004). Design Research: Methods and Perspectives. Massachusetts, ! MIT Press.
LIPOVETSKY, Gilles (2014). A Felicidade paradoxal. Ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Lisboa, ed. Edições
70MALDONADO,Tomás (2006). Design Industrial. Lisboa, ed. Edições 70.
MARGOLIN, Victor (2014). Design e risco de mudança. Porto, ed. Verso da História.
MANZINI, Ezio e VEZZLOZI, Carlo (2002). Product-service systems and sustainability.

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